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Domingo, Dezembro 16, 2007

Conversas que a Gata Preta Ouve # 42


De novo, o Natal e, de novo, os primos sentados a uma mesa no café de sempre em Montmartre, discutindo os assuntos que não acabam nunca. A Gata Preta pensa que a vida é um ciclo e nunca uma linha recta.
Julien será sempre o menino parisiense que não gosta de ser parisiense, "moi, je suis de l'autre côté!". Mimi é a falsa tímida, charmante mais non ravissante , falta-lhe qualquer coisa, falta-lhe um brilho, "tu manques la joie de vivre...", e por isso não tão apetecível como o mano.
Marc é o bretão marítimo deslocado. Encontrou a sua mulher um dia. Perdeu-a. Não a viu durante 25 anos. Voltou a encontrá-la e concluíu que ela era a mulher da sua vida. Não mais se deixaram. Marc diz à priminha Gata Preta que é impossível não acreditar no amor e no destino, porque ele sabe que a mulher da sua vida existe.
A Gata Preta sorri, meia embevecida e meia irónica. Gosta do primo mais do que dos outros. O nosso coração tem sempre um preferido, por instinto. A Gata Preta diz-lhe que acredita nele, mas simplesmente acha que ela mesma, Gata Preta, é a mulher da sua própria vida pois chegado o momento da verdade é consigo mesma que conta e são as suas mãos as mãos que agarra para lutar contra as tempestades.

Foto: Ah, les religieuses de chocolat! , Paris, Caiê

2 Comments:

  • Parece que vais mesmo passar o Natal em França.
    Em Paris ou noutro local?
    Olha:
    FELIZ NATAL!

    Deixa-me dizer-te uma coisa: não sei porquê mas gosto de ti.

    Beijinhos

    By Blogger António, at 2:43 PM  

  • :)

    chocolate religioso... parece-me bem!
    (redime os pecados, é isso?!)

    By Blogger intruso, at 7:59 PM  

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